Não existe nada que esteja ruim,que não possa ficar pior.Como se não bastasse o vexaminoso nome da minha rua me matar aos poucos,o estado resolveu acelerar este processo.
A cabeça dos moradores de Heliópolis,virou o alvo predileto de “bala perdida”.Alguém disse “bala perdida”?Peraí!Me desculpem mais acho esse termo bem fora de contexto.É bala certeira mesmo.Do contrário não teria vitimado fatalmente a jovem Ana Cristina de Macedo.Bala perdida se perde no acaso,crava o chão ou para num poste,não faz mãe nenhuma chorar,e muito menos deixa órfãos. Mal tínhamos nos recuperado do caso Tainá Alves Costa,e os carniceiros da GCM de São Caetano do Sul, vieram apagar incêndio com gasolina.Aí já viu,usando aqui uma expressão periférica,o bagulho ficou louco. Há quem veja requintes de selvageria nos atos que precederam a morte da moça.Mas na boa,tava na hora de dar um basta na carnificina dos capitães-do-mato do estado.Violência só gera violência,e não me venham os falaciosos dizerem que uma coisa não justifica a outra.Tentem na Índia uma nova Marcha do Sal.Caso acontecer ,me rendo a hipocrisia da falsa moralidade. As forças armadas do estado tem o mórbido defeito ,de praticar curso de tiro,nas ruas de comunidades carentes.Põem em prática toda sua falência estrutural,naqueles que eles consideram seres inferiores.Fazem dos desfavorecidos ,prisioneiros de campo de concentração,sem a ressalva da Terceira e Quarta Convenções de Genebra.A vida é um mero detalhe,pois no final das contas sacrificam ovelhas para poupar lobos. Não contentes em assumir suas falhas(algo parecido com a associação de moradores de Heliópolis),apoiados pela mídia nefasta,”encontraram” um bilhete aonde moradores protestavam em troca de cestas básicas . Confesso que quando vi o bilhete,logo me veio na cabeça um indivíduo aqui no bairro ,que se expressa tão mal como aquele bilhete torpe.Não sabemos ao certo quem plantou aquele bilhete,mas com certeza também não foi escrito por nenhum aluno do MOVA.Era complexo demais para um aluno daquele programa de “analfabetização”.Moro na rua com o nome mais ridículo do estado de São Paulo(nome este,escolhido por irresponsáveis da associação de moradores de Heliópolis),mas não faria uma ridicularidade de proporção igual.Nem eu ,nem o mais famigerado haitiano,se arriscaria por tão pouco.E acredito que “SE” houvesse alguma recompensa ,seria algo melhor que as migalhas do Ação Global e as esmolas fornecidas pelos representantes de nosso bairro. Verdade é que mais uma vida se foi numa das milhares ações desastrosas das forças militares.E uma vez que comprovado que a bala que atingiu a jovem Ana,partiu do guarda-“irracional”,fica a seguinte dúvida.O estado vai indenizar devidamente a família da vítima?quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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